{"id":3402,"date":"2020-10-10T11:45:49","date_gmt":"2020-10-10T14:45:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/?p=3402"},"modified":"2026-04-02T17:35:18","modified_gmt":"2026-04-02T20:35:18","slug":"os-meandros-da-revolta-da-cachaca-rev-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/os-meandros-da-revolta-da-cachaca-rev-1\/","title":{"rendered":"Os Meandros da Revolta da Cacha\u00e7a &#8211; Rev 1"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"3404\" data-permalink=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/os-meandros-da-revolta-da-cachaca-rev-1\/revolta-da-cachaca-gentileza\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Revolta-da-cachaca-Gentileza.jpg?fit=512%2C362&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"512,362\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Revolta da cacha\u00e7a Gentileza\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Revolta-da-cachaca-Gentileza.jpg?fit=512%2C362&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Revolta-da-cachaca-Gentileza.jpg?resize=376%2C266&#038;ssl=1\" class=\"aligncenter wp-image-3404\" alt=\"\" width=\"376\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Revolta-da-cachaca-Gentileza.jpg?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Revolta-da-cachaca-Gentileza.jpg?resize=16%2C12&amp;ssl=1 16w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Revolta-da-cachaca-Gentileza.jpg?w=512&amp;ssl=1 512w\" sizes=\"auto, (max-width: 376px) 100vw, 376px\" \/><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a revolta da cacha\u00e7a, devemos lembrar que \u00e9 revolta da <a href=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/o-que-e-cachaca-da-roca\/\">cacha\u00e7a de Alambique<\/a> e n\u00e3o de Coluna, que s\u00f3 apareceu no fim do s\u00e9culo XX, envolve diversas vari\u00e1veis que n\u00e3o apenas o direito de produzir cacha\u00e7a por parte dos insubordin\u00e1veis \u00e0s diretrizes do pacto entre a coroa portuguesa e a companhia de com\u00e9rcio. Vamos tentar, atrav\u00e9s desse breve artigo, resumo de alguns textos que ser\u00e3o citados no fim deste escrito; mostrar o contexto mundial, Ib\u00e9rico e nacional que culminou no movimento que ficou conhecido como a revolta da cacha\u00e7a.<\/p>\n<p>Antes do per\u00edodo da revolta, o cen\u00e1rio mundial era conturbado, entre a segunda metade do s\u00e9culo XVI e a primeira metade do S\u00e9culo XVII, tudo isso por causa que a Holanda setentrional entrou em ofensiva contra a Espanha em busca de sua independ\u00eancia, evento que ficou conhecido como a revolta dos 80 anos, que durou de 1568 a 1648. Este conflito afetou diretamente os territ\u00f3rios Europeus Ultramarinos. Do Brasil at\u00e9 Malaca, no sudeste asi\u00e1tico, as disputas entre territ\u00f3rios estrat\u00e9gicos para o com\u00e9rcio se exacerbaram.<\/p>\n<p>A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) tornou ainda mais grave esse cen\u00e1rio. Segundo alguns historiadores esse foi o primeiro grande conflito Europeu do mundo moderno, e envolveu uma disputa entre cat\u00f3licos e protestantes na luta pela hegemonia de seus Estados, refor\u00e7ou o confronto entre a Espanha cat\u00f3lica e a Holanda setentrional protestante.<\/p>\n<p>O Estado portugu\u00eas se envolveu diretamente nesse conflito quando da uni\u00e3o Ib\u00e9rica, que Durou de 1580 a 1640. Portugal sofreu com os ataques da marinha holandesa e inglesa. Sendo o Estado mais fraco entre os envolvidos no conflito, Portugal teve consider\u00e1veis perdas de frota, especiarias e territ\u00f3rios. A superioridade Holandesa era enorme.<\/p>\n<p>Nesse contexto de superioridade b\u00e9lica e comercial que se deu as realiza\u00e7\u00f5es ultramarinas holandesas at\u00e9 a primeira metade do s\u00e9culo XVII. Neste per\u00edodo, tivemos: duas invas\u00f5es ao Brasil; a conquista da Guiana, Cura\u00e7ao e de alguns pontos da Am\u00e9rica do Norte. Na \u00c1frica, estabeleceram-se na col\u00f4nia do Cabo e, temporariamente, em Angola, Benguela, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, entre outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Enormes preju\u00edzos assolaram os portugueses nesse contexto das quatro primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XVII e geraram uma profunda insatisfa\u00e7\u00e3o dos portugueses com o Estado espanhol, sendo essa a principal causa da insurrei\u00e7\u00e3o promovida por Portugal que se tornou independente, agora sob a dinastia Bragan\u00e7a, representada por D. Jo\u00e3o IV, tendo fim, portanto, a Uni\u00e3o Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>Infelizmente, e ainda por causa desse terr\u00edvel estado de coisas, a independ\u00eancia de Portugal \u00e0 Espanha tornaram as coisas mais dif\u00edceis na terrinha, agora Portugal tinha de combater em duas frentes, contra a Espanha por terra e contra os holandeses em seus territ\u00f3rios de al\u00e9m-mar<\/p>\n<p>A dificuldade da metr\u00f3pole portuguesa em furar o bloqueio atl\u00e2ntico imposto pelos holandeses, a necessidade de reorganiza\u00e7\u00e3o interna e a preocupa\u00e7\u00e3o com as guerras na Europa retardavam a restaura\u00e7\u00e3o do controle portugu\u00eas de seu Imp\u00e9rio Ultramarino. Nesse contexto houve um per\u00edodo de relativa autonomia das col\u00f4nias de Portugal que se iniciara no fim do s\u00e9culo XVI, quando ainda estavam submetidas ao rei de Espanha \u00b4Foi o caso do Rio de Janeiro, onde culminou a revolta da cacha\u00e7a.<\/p>\n<p>Durante a Uni\u00e3o Ib\u00e9rica, o Rio de Janeiro aumentou a sua import\u00e2ncia no Atl\u00e2ntico Sul. Com grande parte de sua economia baseada no contrabando de produtos, em um com\u00e9rcio triangular que inclu\u00eda Luanda e Buenos Aires (situada na desembocadura do Rio da Prata), a cidade iniciou o s\u00e9culo XVII sendo a principal cidade lusitana ao Sul de Salvador, sede do Governo-Geral do Brasil.<\/p>\n<div id=\"attachment_3405\" style=\"width: 269px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3405\" data-attachment-id=\"3405\" data-permalink=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/os-meandros-da-revolta-da-cachaca-rev-1\/revolta-da-cachaca\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/revolta-da-cachaca.jpg?fit=259%2C194&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"259,194\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"revolta da cacha\u00e7a\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/revolta-da-cachaca.jpg?fit=259%2C194&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/revolta-da-cachaca.jpg?resize=259%2C194&#038;ssl=1\" class=\"wp-image-3405 size-full\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/revolta-da-cachaca.jpg?w=259&amp;ssl=1 259w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/revolta-da-cachaca.jpg?resize=16%2C12&amp;ssl=1 16w\" sizes=\"auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><p id=\"caption-attachment-3405\" class=\"wp-caption-text\">Prim\u00f3rdios da Cacha\u00e7a do per\u00edodo colonial<\/p><\/div>\n<p>Desse estado de coisas se torna importante tocar em outra personagem dessa hist\u00f3ria e da rela\u00e7\u00e3o de Portugal com a col\u00f4nia e o Rio de Janeiro que \u00e9 a funda\u00e7\u00e3o da companhia de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>A companhia do com\u00e9rcio criada em 1649 teria a fun\u00e7\u00e3o de obter um maior controle sobre o com\u00e9rcio do Brasil. O objetivo da companhia era de enviar frotas regulares do Brasil para Portugal e vice-versa, escoltando toda a exporta\u00e7\u00e3o colonial com navios de guerra. Em troca, a coroa garantiria \u00e0 Companhia \u201co estanque (monop\u00f3lio) para o Brasil de quatro g\u00eaneros de mantimentos, a saber, vinhos, farinhas, azeites e bacalhau (&#8230;)\u201d. A coroa tamb\u00e9m fixa pre\u00e7os aos quais a companhia pagaria pelos produtos, sendo eles \u201c(&#8230;) todos mais acomodados, do que hoje est\u00e3o valendo\u201d.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da Armada da Companhia Geral do Com\u00e9rcio a coroa dava mais seguran\u00e7a a comerciantes e produtores sobre o traslado, dos produtos a serem comercializados, da investida de piratas e outros.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da Companhia do com\u00e9rcio a r\u00e9dea da sanha arrecadat\u00f3ria portuguesa se apertava, impedindo descaminhos da parte que cabia \u00e0 metr\u00f3pole e intentando a diminui\u00e7\u00e3o do contrabando, visto que Portugal se encontrava em severa crise.<\/p>\n<p>N\u00e3o menos Importante do que a rela\u00e7\u00e3o da companhia do com\u00e9rcio com a col\u00f4nia foi que a Restaura\u00e7\u00e3o Portuguesa (1640) \u2013 fim da Uni\u00e3o Ib\u00e9rica &#8211; abriu um novo panorama ao Rio de Janeiro. A aclama\u00e7\u00e3o D. Jo\u00e3o IV como novo rei de Portugal foi muito bem recebida por parte da C\u00e2mara, que se colocou sob suas ordens, o que levou \u00e0 cidade do Rio de Janeiro o t\u00edtulo de mui leal e heroica. Esse t\u00edtulo ampliou os poderes da C\u00e2mara como, por exemplo, o direito de escolher o governador substituto em caso de morte do titular em exerc\u00edcio. Al\u00e9m da permiss\u00e3o do uso de t\u00edtulos de nobreza e limita\u00e7\u00e3o do poder do governador.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, o aumento do poder da C\u00e2mara vai chocando-se gradativamente com o poder da oligarquia dos S\u00e1 \u2013 sobre o qual falaremos mais adiante &#8211; e de seus aliados que veio culminar na Revolta do Rio de Janeiro (1660), apelidada de Revolta da Cacha\u00e7a ou Revolta dos Jeribiteiros, supostamente iniciada pelos produtores de jeribita (cacha\u00e7a).<\/p>\n<p>Outros fatores contribu\u00edram para um clima no m\u00ednimo tenso entre os produtores coloniais e a companhia de com\u00e9rcio e a coroa portuguesa foram:<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XVII, os mercados europeus apresentam forte queda no consumo do a\u00e7\u00facar brasileiro, que agora enfrenta a concorr\u00eancia das Antilhas.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do tabaco desaba perante a concorr\u00eancia nos EUA.<\/p>\n<p>Produtos tropicais de luxo passaram a ser dispens\u00e1veis no quadro de guerras da Europa.<\/p>\n<p>O pau- -brasil, cuja tinta de cor vermelha-brasa era amplamente utilizada para tingir tecidos e dar um novo colorido \u00e0s vestes europeias, acompanha a tend\u00eancia de baixa.<\/p>\n<p>Nesse contexto a cacha\u00e7a de alambique surge como uma produ\u00e7\u00e3o alternativa, da\u00ed a sua import\u00e2ncia na medida em que a aguardente brasileira era muito consumida em pr\u00e1ticas rituais africanas e era mais apreciada do que a aguardente de uva portuguesa, a bagaceira.<\/p>\n<p>Sendo mais apreciada do que a aguardente de uva portuguesa, os produtores e exportadores metropolitanos perdiam o mercado africano para os brasileiros. Assim, com o objetivo de proteger os produtores metropolitanos na \u00c1frica e de ampliar a exporta\u00e7\u00e3o de vinho para a Am\u00e9rica portuguesa, D. Jo\u00e3o IV determina em 1649 a proibi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e consumo de vinho de mel (a garapa fermentada), aguardente de cana e cacha\u00e7a em todo o Estado do Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de defender os seus pr\u00f3prios interesses, o rei tamb\u00e9m acata a decis\u00e3o dos deputados da Companhia Geral de Com\u00e9rcio que garantiria o monop\u00f3lio no fornecimento de vinho para o Brasil. A proibi\u00e7\u00e3o da fabrica\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a e as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 navega\u00e7\u00e3o comercial ultramarina, que a partir de 1649 s\u00f3 poderia ser feita sob o aval da Companhia Geral de Com\u00e9rcio, exaltaram os \u00e2nimos dos colonos fluminenses, que reagiram \u00e0 decis\u00e3o Real atrav\u00e9s de seu Governador Lu\u00eds de Almeida Portugal (1652-57).<\/p>\n<p>Lu\u00eds de Almeida enviou um memorial ao Conselho Ultramarino alegando que a proibi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da aguardente causaria grandes danos \u00e0 economia fluminense. Como consequ\u00eancia, muitos engenhos seriam extintos e, por isso, iria suspender a ordem r\u00e9gia na cidade. Sempre buscando n\u00e3o desacatar o rei, o governador do Rio de Janeiro argumenta que a proibi\u00e7\u00e3o poderia ser mantida na Bahia, onde o a\u00e7\u00facar tinha maior qualidade e melhor pre\u00e7o, n\u00e3o sendo essencial \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da bebida derivada da cana, j\u00e1 no Rio de Janeiro era fundamental a cacha\u00e7a, pois o seu a\u00e7\u00facar n\u00e3o tinha boa qualidade<\/p>\n<p>A C\u00e2mara ainda pede autoriza\u00e7\u00e3o para a sa\u00edda de navios que n\u00e3o pertencessem \u00e0 frota desta Companhia. A situa\u00e7\u00e3o de rebeldia do Rio de Janeiro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cacha\u00e7a feria brutalmente os interesses da Companhia Geral de Com\u00e9rcio na regi\u00e3o. A atitude tomada foi a nomea\u00e7\u00e3o de Thom\u00e9 Correia Alvarenga como novo governador da capitania.<\/p>\n<p>N\u00e3o menos importante, em meio a toda essa problem\u00e1tica s\u00e3o os interesses da fam\u00edlia Correia de S\u00e1 e que estavam intimamente ligados ao da Companhia Geral de Com\u00e9rcio. Esta tinha como um de seus associados Salvador Benevides e como sargento-mor da Armada da Companhia, seu sobrinho, Martim Correia Vasques. Desse modo, uma das primeiras medidas adotadas por Thom\u00e9 Correia Alvarenga foi a execu\u00e7\u00e3o da ordem r\u00e9gia que proibia a fabrica\u00e7\u00e3o da aguardente.<\/p>\n<p>Para complementar essa medida, o Reino, sob a alega\u00e7\u00e3o de que a cacha\u00e7a gerava a rebeldia dos negros, em 1659 mandou que todos os alambiques da capitania fossem trazidos \u00e0 C\u00e2mara da cidade \u201cpara ali se quebrar e desmanchar\u201d. Sem a produ\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a, os colonos do Rio de Janeiro estariam arruinados, na medida em que n\u00e3o poderiam efetuar a troca por escravos, fundamentais para a produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e para a troca por prata junto aos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>A autonomia do Rio de Janeiro estava seriamente comprometida pela atua\u00e7\u00e3o da Companhia Geral de Com\u00e9rcio, que proibia a execu\u00e7\u00e3o da principal atividade produtiva da cidade, controlava a sa\u00edda e chegada de navios ao porto fluminense atrav\u00e9s de sua Armada e tinha o monop\u00f3lio de diversos produtos. Restaria aos colonos entregar a sua produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar a um pre\u00e7o muito baixo. Com exce\u00e7\u00e3o de Salvador Benevides, que em 1653 adquire junto a Lisboa o privil\u00e9gio de ter junto aos navios que carregassem no Rio de Janeiro 10% do espa\u00e7o de carga destinado ao seu a\u00e7\u00facar, cujo frete era o mesmo que pagavam os ministros da coroa, ou seja, muito mais baixos do que os pre\u00e7os que pagavam os colonos.<\/p>\n<p>O golpe econ\u00f4mico tinha sido desferido, contudo ainda restava o golpe pol\u00edtico. Com a morte de D. Jo\u00e3o IV, em 1656, foi incrementado o poder do bando de Salvador Benevides no Rio de Janeiro. Talvez por estar desconfiado da lealdade de Salvador pelas suas liga\u00e7\u00f5es familiares com espanh\u00f3is e pelas in\u00fameras den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o e abuso de poder feitas contra ele, o rei, desde 1648, procurou manter distante Salvador e familiares do governo do Rio de Janeiro. Em 1657, como imediato reflexo da morte de D. Jo\u00e3o IV, foi nomeado Thom\u00e9 Correia Alvarenga para o cargo, o que provavelmente foi obtido por Salvador Benevides, que se encontrava em Lisboa.<\/p>\n<p>\u00c9 importante salientar nessa nossa proped\u00eautica \u00e0 revolta da cacha\u00e7a a import\u00e2ncia de uma fam\u00edlia na hist\u00f3ria colonial portuguesa, a fam\u00edlia S\u00e1. Grande parte da constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica do mundo luso americano foi feita por essa fam\u00edlia. Essa rela\u00e7\u00e3o foi inaugurada pelo governador Martin Afonso de Souza, no in\u00edcio da pol\u00edtica colonial portuguesa, no s\u00e9culo XVII. A partir de ent\u00e3o, esta fam\u00edlia se espalhou pelo territ\u00f3rio brasileiro em distintos cargos pol\u00edticos e se tornou um dos principais conquistadores deste espa\u00e7o. Estiveram presentes nas expedi\u00e7\u00f5es lusitanas conhecidas como: \u201cguarda-costas\u201d, tamb\u00e9m com a expuls\u00e3o dos franceses do Rio de janeiro, dos holandeses em Angola, e a funda\u00e7\u00e3o da cidade do rio de Janeiro foi empreendimento desta Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O mais importante deles e que nos interessa mais nessa breve hist\u00f3ria da revolta da cacha\u00e7a \u00e9 a figura de Salvador Correia de S\u00e1 e Benevides, seus antecessores constru\u00edram um Imp\u00e9rio no Rio de Janeiro e transformaram essa cidade em um reduto dos S\u00e1, tendo diminu\u00eddo seu prest\u00edgio ap\u00f3s os acontecimentos que damos o nome de <a href=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/a-divida-historica-e-a-historia-da-cachaca-e-escravidao-raizes-de-uma-nacao\/\">Revolta da Cacha\u00e7a<\/a>. Tanto que grande parte dos pensadores sobre a <a href=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/a-cachaca-no-teatro-e-dramaturgia-de-antonio-callado\/\">Revolta da Cacha\u00e7a<\/a>, diante da longevidade desta fam\u00edlia no controle daquela capitania, construiu a imagem de movimento atrelado \u00e0 hist\u00f3ria dos S\u00e1 no Rio de Janeiro.<\/p>\n<div id=\"attachment_3406\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3406\" data-attachment-id=\"3406\" data-permalink=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/os-meandros-da-revolta-da-cachaca-rev-1\/salvador_correia_de_sa_e_benevides\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides.jpg?fit=496%2C620&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"496,620\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides.jpg?fit=496%2C620&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides.jpg?resize=255%2C320&#038;ssl=1\" class=\"wp-image-3406\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides.jpg?resize=10%2C12&amp;ssl=1 10w, https:\/\/i0.wp.com\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Salvador_Correia_de_Sa_e_Benevides.jpg?w=496&amp;ssl=1 496w\" sizes=\"auto, (max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><p id=\"caption-attachment-3406\" class=\"wp-caption-text\">Salvador Correia de S\u00e1 e Benevodes &#8211; Governador da Capitania do Rio de Janeiro 1660<\/p><\/div>\n<p>Salvador Correia de S\u00e1 e Benevides foi um militar e pol\u00edtico portugu\u00eas que durante a Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o esteve a servi\u00e7o do reino de Portugal. Em 1647 comandou a frota que reconquistou Angola e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe da domina\u00e7\u00e3o holandesa. Foi por tr\u00eas vezes governador da capitania do Rio de Janeiro(1637-1642, 1648 e 1659-1660); governador da capitania do Sul do Brasil (1659-1662); governador de Angola (1648-1651) e Almirante da Costa Sul e Rio da Prata com superintend\u00eancia em todas as mat\u00e9rias de Guerra; administrador de todas as Minas do Brasil e Conselheiro dos Conselhos de Guerra e Ultramarino.<\/p>\n<p>O leitor deve ter notado que n\u00e3o indicamos sua data de nascimento e morte, pois h\u00e1 certa controv\u00e9rsia sobre essas datas e locais onde possivelmente tenha nascido. Brasileiros e angolanos s\u00e3o un\u00edssonos em afirmar que o Governador nasceu no Rio de Janeiro em 1594, lusitanos afirmam que nasceu em C\u00e1dis em 1602.<\/p>\n<p>Filho de m\u00e3e espanhola, Mar\u00eda de Mendonza y Benevides, seu pai, Martim Correia de S\u00e1 da fam\u00edlia dos fundadores do Rio de Janeiro, Mem de S\u00e1 e Est\u00e1cio de S\u00e1. Estudou no Col\u00e9gio dos Jesu\u00edtas do Morro do Castelo, fundado quando Mem de S\u00e1 e Est\u00e1cio de S\u00e1 Expulsaram os franceses do Rio de Janeiro. Viveu provavelmente na fazenda do Engenho da Tijuca, que pertencia \u00e0 sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Filho e neto de governadores do Rio de Janeiro e ele pr\u00f3prio governador da cidade em oportunidades anteriores, mantinha aliados na C\u00e2mara e na administra\u00e7\u00e3o portuguesa, como \u00e9 o caso de seu primo Pero de Sousa, que era o Provedor da Fazenda da cidade, principal cargo da burocracia portuguesa no ultramar, respons\u00e1vel por fiscalizar o recolhimento de impostos para a coroa e de prover a cidade de suas demandas.<\/p>\n<p>O nosso personagem levava consigo o prest\u00edgio de ser grande defensor da cidade contra o inimigo estrangeiro, evitando o ataque do Capit\u00e3o holand\u00eas Piet Heyn ao Rio de Janeiro, ainda nas costas do Esp\u00edrito Santo, al\u00e9m de se demonstrar fiel ao Imp\u00e9rio portugu\u00eas, sendo membro do Conselho Ultramarino luso e reconquistador de Angola aos flamengos, liderando a expedi\u00e7\u00e3o militar a Angola em 1648.<\/p>\n<p>Sua influ\u00eancia e prest\u00edgio com a coroa portuguesa era tamanha que aqueles que n\u00e3o estivessem sob sua prote\u00e7\u00e3o estariam fadados \u00e0 ru\u00edna. As rotas comerciais atl\u00e2nticas estavam sob o comando da Companhia de Com\u00e9rcio da qual era s\u00f3cio. Com o botim da expedi\u00e7\u00e3o de Angola, ele se tornara o principal traficante de negros da regi\u00e3o ao Sul da cidade de Salvador.<\/p>\n<p>Os caminhos do interior em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s minas estavam sob sua administra\u00e7\u00e3o. Era dono da maior parte das terras cultivadas da Capitania do Rio de Janeiro e tinha como maior aliado o segundo maior latifundi\u00e1rio: a Companhia de Jesus, que tamb\u00e9m tinha o controle das aldeias ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Todo o poder ainda n\u00e3o era suficiente para Salvador Benevides. De volta de Lisboa em 1660, assumiu o governo da Capitania do Rio de Janeiro e de todas as outras pertencentes \u00e0 Reparti\u00e7\u00e3o do Sul, o que inclu\u00eda tamb\u00e9m S\u00e3o Vicente, S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo. E logo foi tratando de lan\u00e7ar novos impostos aos colonos. Desta vez, os tributos financiariam o aumento das tropas de 350 para 500 homens, al\u00e9m de pagar os soldos atrasados.<\/p>\n<p>O imposto que incidiria sobre as casas da cidade foi rejeitado pelos representantes dos colonos. Organizados, os colonos barganham pedindo em troca do imposto predial uma taxa sobre a pipa da aguardente. Para isso, o governador deveria permitir a fabrica\u00e7\u00e3o da bebida, at\u00e9 ent\u00e3o proibida. Uma outra taxa seria sobre a carne verde e, assim, a cidade angariaria os recursos necess\u00e1rios para o aumento e pagamento da tropa. A proposta foi aceita pelo governador, contudo logo foi recha\u00e7ada, seja pela sua incapacidade de arrecadar os fundos necess\u00e1rios para o incremento da tropa, seja pelos interesses da Companhia Geral de Com\u00e9rcio que ele mesmo representava e que estavam sendo violados.<\/p>\n<p>N\u00e3o satisfeito, o governador lan\u00e7a uma finta sobre a popula\u00e7\u00e3o que seria taxada de acordo com a riqueza. Esta a\u00e7\u00e3o provocou profunda insatisfa\u00e7\u00e3o dos colonos. O tempo da conversa e negocia\u00e7\u00e3o haviam terminado. Agora o assunto deveria ser resolvido pela for\u00e7a. Os colonos sabiam que n\u00e3o conseguiriam afrontar o poder de Salvador Benevides enquanto ele estivesse na cidade. A conspira\u00e7\u00e3o deveria come\u00e7ar enquanto ele estivesse ausente. N\u00e3o demorou muito para que esse dia chegasse.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s instituir o novo imposto, Salvador Benevides parte em visita \u00e0s minas de Paranagu\u00e1, para verificar sua capacidade aur\u00edfera e evitar os descaminhos que podiam efetuar os paulistas, sempre resistentes \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o das minas.<\/p>\n<p>Mal o governador tinha partido, iniciou a rebeli\u00e3o. O local escolhido pelos conspiradores para a reuni\u00e3o foi S\u00e3o Gon\u00e7alo, regi\u00e3o cuja principal atividade econ\u00f4mica era a produ\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a. Por se localizar no interior da capitania (no s\u00e9culo XVII), os colonos puderam preparar a rebeli\u00e3o longe dos aliados de Salvador Benevides e, no dia 8 de novembro de 1660, o grupo liderado por Jer\u00f4nimo Barbalho invadiu a cidade tomando sua C\u00e2mara e depondo todos os aliados da fam\u00edlia S\u00e1, incluindo o governador interino e o provedor da Fazenda. A revolta apresentou-se aos cidad\u00e3os fluminenses como a \u00fanica rea\u00e7\u00e3o poss\u00edvel contra o poder opressor. Mesmo que ela tamb\u00e9m pudesse representar um maior controle metropolitano sobre a cidade dos colonos. A opress\u00e3o do colonizador seria mais suave do que a submiss\u00e3o a um opressor residente.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o final do movimento ocorreu quando Salvador Correia de S\u00e1, ent\u00e3o governador afastado e figura poderosa da administra\u00e7\u00e3o colonial, organizou uma for\u00e7a militar com apoio de aliados vindos de S\u00e3o Paulo e da Bahia. Ele invadiu o Rio de Janeiro em 6 de abril de 1661, encontrando pouca resist\u00eancia, e prendeu os l\u00edderes revoltosos, encerrando o levante.<\/p>\n<p>O l\u00edder rebelde Jer\u00f4nimo Barbalho, que havia assumido o governo durante a revolta, foi capturado e executado ap\u00f3s a retomada do poder pelo governador legitimo da capitania, Salvador Correia de S\u00e1 e Benevides, que estava nas m\u00e3os do governador interino Tom\u00e9 de Souza Alvarenga. Mas neste mesmo ano, 13 de setembro de 1661, a coroa, em nome de D. Afonso VI e o estado do Rio em nome de Salvador Correia de S\u00e1 e Benevides, liberam a produ\u00e7\u00e3o legal da cacha\u00e7a. E viva nossa Cacha\u00e7a de Alambique.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/blog.cachacacanela-de-ema.com.br\/en\/cachaca-do-egito-ate-o-bra\/\">dia nacional da cacha\u00e7a<\/a> foi escolhido como sendo 13 de Setembro, data da libera\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio da cacha\u00e7a pela col\u00f4nia.<\/p>\n<p><em>UmGoleUmaFlorUmSorriso com a revolta da Cacha\u00e7a!<\/em><\/p>\n<p>Revis\u00e3o: Felipe Jorge de Faria<\/p>\n<p>Para saber mais leia o artigo sobre o qual esse texto \u00e9 um resumo: <a href=\"http:\/\/wpro.rio.rj.gov.br\/revistaagcrj\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/e03_a2.pdf\">http:\/\/wpro.rio.rj.gov.br\/revistaagcrj\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/e03_a2.pdf<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto bem detalhado e completo sobre a revolta da cacha\u00e7a que ocorreu no Rio de Janeiro em 1660. 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Esse movimento tamb\u00e9m pode ser considerado como o in\u00edcio da tomada de consci\u00eancia da Independ\u00eancia do Brasil, que s\u00f3 aconteceria no s\u00e9culo XIX, ou seja, mais de 200 anos depois. 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