MANIFESTO DO PRODUTOR ARTESANAL DE CACHAÇA – Destilando no fogo direto
Este manifesto defende a cachaça artesanal como resultado de um modo de fazer vivo, conduzido pela experiência, pela presença e pela decisão humana do produtor. A partir da destilação no fogo direto, o texto mostra que o artesanal não se define apenas pelo uso do alambique de cobre, pela aparência rústica ou por parâmetros químicos, mas pela relação entre o produtor, a matéria-prima, o fogo, o tempo e o território.
A publicação critica a padronização absoluta e o uso comercial da palavra “artesanal” por processos que reproduzem lógicas industriais. Ao mesmo tempo, reconhece a importância da ciência, da qualidade e dos controles técnicos, sem abrir mão da tradição como conhecimento ativo. O fogo direto aparece como símbolo e prática de um ofício em que cada destilação exige interpretação, cuidado e autoria.
Em síntese, o texto afirma que uma verdadeira cachaça artesanal não é apenas aquela que chega à garrafa com qualidade, mas aquela que preserva, durante todo o processo, a mão, a decisão e a assinatura de quem a produziu.
