Canela-de-ema, da família Velloziaceae, é uma planta hermafrodita rara e curiosa, encontrada nos cerrados das altitudes. É quase um fóssil vivo de tão antiga, e pode chegar a 6 metros de altura. É denominada fénix do cerrado, pois é a primeira que brota após as costumeiras queimadas do seu habitat. O caule serve como lenha e, quando batido, também serve como pincel, é usado em artesanato para a montagem de arranjos florais e suas fibras também podem ser usadas para a confecção de cordões e sacos.
Velloziaceae é uma família de angiospermas monocotiledôneas nativas e não endêmicas do Brasil. Ela pertence à ordem Pandanales, possuindo cerca de 250 espécies divididas em sete gêneros: Acanthochlamys, Barbacenia, Barbaceniopsis, Nanuza, Talbotia, Vellozia e Xerophyta.
Entre as espécies de Velloziaceae, a maioria ocorre na região neotropical, estando concentradas nos campos rupestres do Brasil, enquanto o restante está distribuído entre África, península arábica e China, as duas últimas com apenas uma espécie cada.
Entre as espécies de Vellozia, destaca-se Vellozia squamata, popularmente conhecida como canela-de-ema, um arbusto com importância medicinal, podendo ser usada como anti-inflamatório, e importância ornamental.
A flor possui uma beleza única, tons violeta, lilás e branco e curiosamente são comestíveis! Sua raiz, em Minas Gerais, é muito usada para fazer chás, para combater reumatismos e dores de coluna. As folhas são bastante utilizadas para arranjos florais e selecionadas pelo gado bovino em áreas de pastagem nativas, principalmente em épocas de seca. Acredita se ainda que seu floral dá força e coragem a quem o toma.
Além do chá da raiz, a canela-de-ema tem um grande poder medicinal. Os compostos químicos de uma de suas raras espécies, a Vellozia nanuzae, estão sendo estudados para fins medicinais, inclusive no combate à Aids!
São poucos os dados agronômicos disponíveis sobre a Canela-de-ema, principalmente quanto à produção de mudas, sendo este um dos limitadores para o uso econômico desta planta. A produção de mudas pode ser feita através de sementes recém colhidas, nestas condições a germinação é superior a 90%, ocorrendo em até 10 dias. O substrato deve ser leve, assim como a camada de cobertura das sementes, pois estas são pequenas e delicadas. O desenvolvimento das plantas é lento.
A empresa Agronegócios Fazenda Lagoa Seca do Brasil LTDA adotou como nome fantasia “Cachaça Canela-de-Ema”, porque esta planta simboliza a missão principal da empresa, que é tornar a Fazenda Lagoa Seca autossustentável, com opção pela agricultura orgânica e a preservação do cerrado e das seis nascentes da propriedade descritas nos vídeos abaixo.
Nascente 1 – Lagoa Seca
Nascente 2 – Represa
Nascente 3 – Bacuri
Nascente 4 – Gameleira
Nascente 5 – São José
Nascente 6 – Samambaia
O carro chefe da empresa será o alambique Cachaça Canela-de-Ema, localizado às margens da BR 452, Km 183, Itumbiara, Goiás, também endereço oficial da empresa. O Empório virtual Cachaça Canela-de-Ema é o portal de vendas oficial da empresa e de outras marcas que priorizam também a qualidade e o meio ambiente. Tem ainda este Blog Cachaça Canela-de-Ema que cuida, por sua vez, de informar e discutir tudo sobre cachaça.
Adão V. de Faria, Eduardo F. Junqueira e Felipe G. J. de Faria

