A Ponte Afonso Pena no rio Paranaíba

A ponte Afonso Pena de Itumbiara foi a primeira Ponte Pênsil do Brasil, construída pelo Eng. José L. M. Diniz e autorizada pelo então presidente Afonso Augusto Moreira Pena que faleceu 5 meses antes de sua inauguração em 15 de novembro de 1909. Foi reinstalada 2,5 km rio abaixo em 1972, depois de substituída pela ponte de JK em 1962. o seu estilo arquitetônico é o Art nouveau, tem 158 m de comprimento e 124 m de vão, sobre o rio Parnaíba, entre os municípios de Itumbiara GO e Arpoará MG.

A estrutura foi construída em aço na cidade de Hambúrgo na Alemanha, o tabuleiro é de madeira, chegou no Brasil pela cidade do Rio de Janeiro, foi levada até a cidade de Uberabinha, hoje Uberlândia desde 1929, por trem de ferro e até o distrito de santa Rita do Paranaíba, por carros de bois. Foi tombada pelo IPHAM como Patrimônio Nacional em 2012. Itumbiara tornou se município em 1943, foi distrito de Santa Rita do Paranaíba 1909, freguesia 1852 e Porto 1835.

A empresa de Furnas, responsável pela usina hidroelétrica de Itumbiara, removeu as partes da ponte Afonso pena em 1972  e a reinstalou 2,5 km rio abaixo com uso de barcaças e guindastes. A ponte passou a ser utilizada para facilitar o acesso dos moradores da vila onde moravam grande parte dos colaboradores da usina em Itumbiara GO até a usina, 5km rio acima, no município de Araporâ Mg.

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Pilares da ponte Afonso Pena na região do Caidor – Local original de montagem ao lado da ponte de concreto protendido Juscelino Kubitschek de Oliveira.

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Ponte Afonso Pena sendo reinstalada 1972

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Ponte Pênsil Afonso Pena, entre Itumbiara Go e Araporã Mg, inaugurada em 1909, reinstalada em 1972 neste ponto do rio, 2,5 km abaixo do local original no Caiador,  tombada pelo IPHAM desde 2012. .

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Ponte Afonso Pena aqui reinstalada 2,5 km rio abaixo.

Os ancestrais da família Faria da Cachaça Canela-de-Ema chegaram a Fazenda Logoa Seca, hoje município de Itumbiara, em 1899, vindos de Piumhi MG, pela picada de Goiás, em dois carros de bois, fazendo a travessia do Paranaíba, 25 km rio abaixo a partir da ponte Afonso Pena, na região onde hoje está o município de Cachoeira de Goiás, desde 1958, foi também o município chamado de Moitú 1945, distrito 1953, colônia de Cachoeira da Fumaça 1945 e  povoado 1892.

O local mais provável da travessia dos ancestrais da família Canela-de-Ema foi onde hoje está instalada a balsa, figura abaixo, que liga os municípios de cachoeira de Goiás (cachoeirense-do-sul) e Cachoeira de MInas (cachoeirense). O município de Cachoeira de Minas teve inicio em 1853 com o casal Inácio da Costa Rezende e sua esposa Rosa Maria, proprietários da Fazenda Cachoeira. Depois de várias mudanças na sua formação administrativa,  em 1948 o município de Catadupas passou a chamar-se Cachoeira de Minas.

Balsa em dias mais recentes ligando Cachoeira de Goiás e Cachoeira de Minas, local mais provável da travessia dos 2 carros de bois dos ancestrais da família Faria da cachaça Canela-de-ema, vindos de Piumhi Mg para Itumbiara Go.

A Ponte rodoferroviária de Berthout no rio Paranaíba

A Estrada de Ferro Mogiana (CMEF) era uma das maiores companhias brasileiras desde o final do século XIX, uma época em que a vasta região Centro-Oeste vivia praticamente
isolada do centro econômico do país. Com a decadência da exploração do ouro,
transporte, comércio e comunicação a longa distância eram feitos por tropas, com o
apoio de carros de bois em pequenos trajetos.

Para acabar com as dificuldades, a CMEF tinha planos de chegar ao Rio Araguaia, em Goiás e, daí, seguir para Belém, no Pará. No entanto, mesmo com as vantagens oferecidas pelo Governo Federal a quem construísse ferrovias, as pressões eram também muito grandes e a ponta de trilhos permaneceu estagnada em Araguari – MG até inicio do século XX.

Em 1892 foi formada a Estrada de Ferro Alto Tocantins (EFAT), com traçado previsto
para chegar até Palmas – GO, partindo de Araguari e passando por Catalão e pela
cidade de Goiás. Consultas às fonte de informações encontradas mostram a possibilidade de o traçado da estrada de ferro proposto pela Mogiana, ainda no século XIX, para integrar Goiás aos estados do sul e sudeste do pais, passava por Santa Rita do Paranaíba.

Por volta de 1906 a EFAT passou a se chamar Estrada de Ferro Goyaz (EFG). As obras da ferrovia tiveram início efetivo em dezembro de 1909, mas só chegou às margens do Rio
Parnaíba em 28 de setembro de 1911 e a travessia do rio aconteceu no município da cidade goiana hoje denominada de Anhanguera, aproximadamente 100 km rio acima de Santa Rita do Paranaíba e aproximadamente 40 km de Araguari, onde estavam as pontas dos trilhos da Mogiana.

A ponte rodoviária Afonso Pena  e a ponte de Berthout, assim era chamada a ponte rodoferroviária Dr. Emílio Schnnor da EFG no rio Paranaíba, nome também da estação às margens mineira do rio, foram construídas no inicio do século XX, mas possuem diferenças estruturais bastante relevantes, enquanto a primeira é do tipo pênsil a segunda, que já não existe, era do tipo treliça, entretanto, as duas são estruturadas em aço carbono.

Essa diferença estrutural confirma que a ponte Afonso Pena foi projetada para ser somente rodoviária e não rodoferroviária como sua irmã instalada rio acima, que foi construída em treliça de aço, portanto mais rígida e propícia a instalação de trilhos no seu tabuleiro de madeira. Mesmo que em algum momento houve um projeto da Mogiana de passar seus trilhos por Santa Rita do Parnaíba a Ponte pênsil Afonso Pena  foi projetada para ser somente rodoviária e assim aconteceu.

É muito certo que as forças politicas da época estavam divididas, pois como explicar a instalação de duas pontes tão próximas e tão caras naquele inicio de século, quando a população de goiás contava apenas 340.000 habitantes e o ouro já tinha esgotado.

As duas pontes foram inauguradas com apenas dois anos de diferença, sendo a ponte  de Berthout de 1912, rodoferroviária, ou seja, tinha também a função de ponte rodoviária, papel esse já desempenhado pela ponte Afonso Pena, desde 1909, distante de Araguari e Uberlândia aproximadamente 100 km, onde a Mogiana já estava atuando desde desde 1896.

O prefeito de Anhanguera, Marcelo Paiva e o Escritor Edmar César dialogando sobre a Ponte Dr. Emílio Schnnor, conhecida por muitos como

Ao fundo ponte rodoferroviária de Berthout, inaugurada 1912

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A ponte rodoferroviária Dr. Emílio Schnnor, conhecida por muitos como “Ponte do Bethout”, que ligava a estação do mesmo nome em MG à cidade de Anhanguera GO, ambas às margens do rio Paranaíba, já sem trilhos da RFG, demolida há anos. (Foto Hellmar Levi Rizzi).

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Pilares da ponte de Bethout, o aço foi vendido para sucateiro de Araguari e só retirada do local recentemente, com a baixa das águas da represa da Usina de Itumbiara.

A cidade de Anhanguera em Goiás, às margens do rio Paranaíba, é considerada o portal de entrada dos trilhos do progresso no estado por fazer divisa de estado e de município, com Minas Gerais e com Araguari, de onde vieram as fitas de aço da integração percorrendo o longo caminho ferroviário de mais de 470 km de extensão. O marco zero da Mogiana foi instalado em Campinas SP.

Diante deste ícone tão importante para o estado e em especial para cidade de Itumbiara a Cachaça Canela-de-Ema dá inicio a uma série temática de cachaças, tendo como objetivo neste primeiro tema homenagear a nossa querida  Itumbiara, bem como todos que nela habitam ou já habitaram e sabem da importância histórica e atual da Ponte Afonso Pena para o crescimento da cidade e região, além de ser um primor da engenharia do inicio do século passado. Seu nome é Cachaça Canela-de-Ema Ponte Afonso Penna 600 ml.

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Cachaça temática Afonso Pena da Canela-de-Ema

 

Texto: Adão De Faria

Edição: Felipe de Faria

 

 

 

 

 


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