Conceito
Dizem por aí que drink bom não deve ser feito com cachaça de alambique e ouço isso de alguns produtores, apreciadores de cachaça, bartenders e donos de bares. Sigo sempre questionando sobre isso em busca de entendimento para essa intricada e contraditória questão.
Arrisco aqui uma explicação possível, mas primeiro vamos entender alguns conceitos. A caipirinha original e de tradição, carro chefe nas vendas de cachaça em todo mundo, mais famosa até que a própria cachaça, nasceu em São Paulo no inicio do século vinte.
Cachaça de alambique é aquela feita desde o início do século XVI em alambiques sempre de cobre e que apresentam respostas sensoriais inigualáveis frente as demais cachaças, industrial, de coluna e alambique não de cobre. .
Creio não ser novidade para ninguém da nossa tribo dos cachaceiros que a caipirinha era feita com a nossa tradicional cachaça de alambique, até porque era a única que tinha e os outros métodos industriais ou semi industriais só apareceriam em escala depois da segunda guerra.
Um outro ponto não menos importante é que o MAPA só passou a reconhecer a cachaça de alambique de cobre como um destilado com características próprias e distintas das demais cachaças somente em 2023, depois de uma luta intensa dos produtores desse tipo de cachaça.
A cachaça de alambique se destaca em especial pelas suas características organolépticas, ela é macia, saborosa, cheirosa e mais pura, mesmo sem passar pelo envelhecimento na madeira e é por isso que um verdadeiro apreciador e cachaceiro raiz a prefere e não abre mão da branquinha de alambique.
- Drink – Cajito
- Drink – Pinga Colada
- Drink – cachaça Limeira
Muito provavelmente que essa preferência por caipirinha com cachaça que não a de alambique de cobre tenha nascido por um forte lobby dos fabricantes de cachaça de coluna e industrial, que aliás, dominam a produção brasileira nos dias de hoje, pelo menor custo da sua produção que é contínua e não por batelada como a de alambique. Parabéns para eles e muito trabalho para nossa turma da cachaça de alambique.
Tenho observado um outro fato curioso que, inclusive, vem confirmar a celebre frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista, “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”.
Os produtores da cachaça de alambique de cobre, a verdadeira e tradicional cachaça brasileira, são obrigados a ler e conviver com propagandas enaltecendo estas outras cachaças como sendo elas as tradicionais e não a de alambique, que desde a primeira metade do século désseis compõe a culinária do nosso pais. .
Penso eu que está aí nesta fakes News um outro motivo que pode explicar a insistência dos desavisados de continuarem fazer e a tomar drinks com cachaça que não seja de alambique de cobre.
Anualmente no Brasil são produzidos 1,3 bilhão de litros de Cachaça, com 70% da produção de Cachaça industrial e de coluna e 30% de cachaça de alambique de cobre.
Argumento
Existe um forte lobby da cachaça industrial que favorece o seu uso. Argumentos usados pelos bartenders mais experientes e cuidadosos sobre as vantagens de drinks com cachaça de alambique começam a surtir efeitos e já é possível frequentar lugares que não abrem mão da cachaça de alambique em seus drinks.
Não somos contra os drinks com outras cachaças que não a de alambique, mas daí ter que ouvir que são superiores e de tradição, fica muito complicado, até porque, quem experimentou e tem um mínimo de sensibilidade gustativa e olfativa e detesta ressaca vai dar preferência aos drinks com cachaça de alambique, até mesmo os mais resistentes a mudança.
O varejo, por força da concorrência, quase sempre está focado no custo e não na margem de lucro e na qualidade. Luta incessantemente para reduzir ao extremo seus custos optando por oferecer um drink com uma cachaça de menor valor, e o pior, muitas vezes sem procedência legal.
Essa prática simplista é reforçada por uma crença de que a qualidade da cachaça tem pouco ou nenhuma influência na qualidade final do drink, quase sempre camuflada pelo excesso de açúcar, inclusive, existente indevidamente na própria cachaça, e o limão.
O raciocínio é simples, você só não está experimentando um drink superior com cachaça de alambique porque não conhece a diferença dessa cachaça das demais, ou não teve a coragem de frequentar uma drinkeria que cuida da qualidade como a do meu amigo Paulo do Pop’s bar da cidade de Santana do Paraiso MG e do hotel Beira Rio de Itumbiara Go e outros tantos.
Depois de consultar e avaliar os preços envolvidos na produção e consumo de drinks de cachaça concluímos: o que separa você de uma experiência modificadora não ultrapassa 50 centavos, com um impacto máximo de 2% no preço final do seu drink PREMIUM. Coragem amigo, faça sua própria conta e terás a prova do que digo aqui.
Os clientes parceiros da cachaça Canela-de-ema que optaram por um drink de cachaça com mais sabor, aroma e pureza, tornaram se referência de sua região, em qualidade e volume de venda, seja com na versão branca ou madeira, ou ainda um blanding das duas.
Além da caipirinha, o Rabo de Galo, Negroni de Cachaça, Caipiríssima, Caipirinha de Abacaxi, Batida Rosa, Café com Cachaça e outros tantos drinks poderão ser elevados à categoria PREMIUM de pureza, sabor e aroma, se feitos com cachaça de alambique, e o melhor, a custo desprezível frente ao avanço no resultado das vendas.
Síntese
Podemos comparar os drinks feito de cachaça de alambique com o café meia torra. Ambos, oferecem uma variedade inigualável de sabores e aromas, além de pureza e uma leveza sem precedentes.
- Drink – Caldo de Cana com Cachaça e Limão
- Drink – Caipirinha Clássica
- Drink Rabo de Galo
- Drink – Batida de Morango
Experimente sem receio e sem resistência e nunca mais voltará para outro tipo de cachaça que não a de alambique de cobre, seja pura ou em um drink, ou para uma simples degustação do dia a dia, ou em um encontro com os amigos. E curioso é cachaça com café, uma tradição de nossa família, experimente pela manhã e se possível com o Meia Torra.
Tim Tim!
UmGoleUmaFlorUmSorriso!
Texto: Adão de Faria e Jaqueline Toledo
Edição: Felipe de Faria







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